Quando eu era mais novo era obsecado pela idéia de liberdade. Não admitia a menor possibilidade de pôr em risco perdê-la nem admitia ficar preso a compromissos ou pessoas. Estar ou ficar preso ao que fosse era um constante pesadelo.
Acontece que o tempo passou e a minha idéia de liberdade mudou, apesar dos princípios não. Vou explicar o que quero dizer:
Com o passar do tempo percebi que liberdade é um sentimento como outro qualquer e não um bem material ou uma posse. Liberdade é imaterial e não tem a ver com estar preso ou impedido de fazer algo afinal de contas, na verdade, podemos fazer de tudo porém, não devemos fazer tudo...
Descobri que liberdade não está apenas em poder fazer alguma coisa mas também em não fazer. Liberdade também está em se soltar ou se prender voluntáriamente a alguma coisa ou a alguém. Quando adolescentes muitas vezes sofremos pressões para fazer o que não queremos, como usar drogas por exemplo, e as pessoas que fazem estas pressões se aproveitam do espírito incontrolado dos mais jovens utilizando o argumento falso de liberdade para tentar nos seduzir.
Fui crescendo e aprendendo que sentia melhor minha liberdade quando fazia escolhas como nunca usar drogas ou parar de beber por conta própria e não por que alguém me disse para fazer ou deixar de fazer. Aprendi que sou responsável pela minha liberdade pois, como todo sentimento, ela vem de mim e não dos outros ou da sociedade.
Liberdade está em fazer escolhas e, não se engane, está também em não fazê-las. Pessoas que não fazem escolhas não o fazem por vontade própria, logo escolheram não fazer... Liberdade é um paradoxo que é e não é ao mesmo tempo.
Desculpe se enrolei o texto pois minha intenção era fazer um texto justamente como a Liberdade: confusamente simples.
Thiago Rosa
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